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Campanha da Fraternidade 2019

 

Tema: Fraternidade e Políticas Públicas
Lema: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27)

Em 1961 três Sacerdotes que atuavam junto a Caritas Brasileira, decidiram em promover uma campanha para arrecadação de fundos para as atividades assistências da Igreja local. Esta atividade foi chamada de Campanha da Fraternidade. No contexto da Quaresma de 1962, foi a ocasião em que se deu pela primeira vez a experiencia da Campanha da Fraternidade, na cidade de Natal, estado do Rio Grande do Norte, numa iniciativa do Cardeal Eugenio de Araújo Sales. Daí a Campanha foi assumindo, dentro do contexto de conversão quaresmal, todas as demais dioceses do Brasil.

Cada ano temos um assunto a ser aprofundado. Neste ano, o tema que nos é proposto pela Igreja no Brasil, nos faz refletir sobre as Políticas Públicas, a necessidade de Políticas que promovam a dignidade humana no Brasil. O tema “Fraternidade e Políticas Públicas” dá continuidade ao do ano passado sobre a Paz. O lema nos inspira na Sagrada Escritura e nos posiciona com os olhos no futuro: “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1, 27).

O Reino já está “em nosso meio”, porém precisamos fazer nossa parte quando por um impulso do coração, guiado por uma fé límpida, nos tornemos uma fraternidade de irmãos e irmãs. Mas para isso, devemos descer da montanha, agir como o “bom samaritano”, com humildade e amor, e nos curvar à vida do irmão, numa atitude de dom e reverencia à vida, movida pelo seu valor intrínseco, e pelo lugar que ocupa na hierarquia dos valores.

O amor existe e sobrevive, apesar de tudo, no silêncio de muitos corações, mas só terá sua plenitude na relação coerente de cada pessoa e de toda comunidade, com este amor.

A Igreja pode ser um lugar do anúncio e denúncia de tudo o que pode ferir a dignidade das pessoas, especialmente daqueles que são privados de seus direitos é preciso conquistar políticas sociais (públicas) que garantam uma vida digna aos pobres, ou seja, formas de construir a vida dos cidadãos.

Cabe à Igreja, em sua missão de anunciar Jesus Cristo, e como consequência, chamar a sociedade a ser mais justa; favorecer o diálogo e a ação transformadora, consciente de ser uma das forças vivas da sociedade. A Igreja segue firme sua missão em favor das Políticas Públicas que promova a cidadania e o direito da pessoa.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe que durante esta Quaresma, através da Campanha da Fraternidade, a sociedade reflita sobre a necessidade de promover uma cultura de paz em meio a tanta violência, o caminho pode ser através das Políticas Públicas.

Com a Campanha da Fraternidade, somos chamados a ser os protagonistas da superação da violência, fazendo-nos mensageiros e construtores da paz, promovendo e incentivando mais Políticas Públicas que favoreça a segurança e o bem-estar das pessoas. A paz continua, fruto do desenvolvimento integral de todos, nascido de um novo relacionamento com todas as criaturas, este também é o sonho de nosso Deus. Deve ser nosso compromisso constante, como Igreja Povo de Deus.

A vida e a dignidade do povo, dos grupos sociais mais vulneráveis, é afetada com frequência, por ausência de Políticas que contemplem as suas necessidades integrais de subsistência.

Esta é uma realidade complexa, embora a ação de todos seja importante, ações comunitárias são necessárias. Daí o apelo que a Igreja no Brasil, através da Campanha da Fraternidade, faz a toda a sociedade e seus representantes.

O objetivo geral da Campanha é levar a Igreja e a sociedade a se empenhar na defesa e promoção da vida humana, sobretudo quando esta vida é ameaçada, perseguida, oprimida por qualquer sistema de injustiça e opressão. A Igreja tem consciência de que a vida humana é uma dádiva de Deus.

Entre os objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2019, emergem promover a cultura da vida através de Políticas Públicas de educação, Saúde e Segurança Social, para o pleno desenvolvimento da consciência, a corresponsabilidade entre o homem e a mulher, e a solidariedade entre todos nas Políticas de promoção da justiça e dignidade da pessoa.

A Igreja, através da Campanha da Fraternidade 2019, quer fomentar o diálogo e trabalhar em conjunto, com as diversas camadas da sociedade, com as pessoas de diferentes origens culturais e religiosas. A Igreja deseja procurar maneiras comuns de promover mais Políticas Públicas para todos, especialmente aos mais vulneráveis que na sua maioria são vítimas da exclusão social.

A Igreja como Mãe e fiel ao Evangelho das bem-aventuranças, pretende continuar cada vez mais do lado dos pobres e oprimidos, acolher, proteger, e encorajar estes irmãos e irmãs para promover e respeitar sua dignidade.

A Campanha da Fraternidade 2019 visa desenvolver uma consciência crítica nas pessoas diante de estruturas que geram a morte e promovem a manipulação da vida humana; e antes de tudo propor e apoiar políticas públicas que garantam a promoção e a defesa da vida.

Esta Campanha da Fraternidade pretende ser mais um esforço para a conversão Quaresmal na vida de todos os Cristãos, a fim de buscar sempre maior fidelidade a Deus, o criador e doador de vida.

O tema da Campanha da Fraternidade 2019 propõe a conversão do coração e a consequente transformação da sociedade. Abrir caminhos novos para que as pessoas possam viver na condição de cidadãos, ser respeitados e contemplados pelo Estado.

Cristo em sua vida, ensinou ao povo do seu tempo, a justiça, o amor e a fraternidade, aliviou o sofrimento daqueles que sofriam sob a opressão dos poderosos, de todos os poderosos, mesmo daqueles que até diziam ser religioso. Cristo, o libertador soube se compadecer dos pobres, a Igreja por sua vez, acolhendo o mandato de seu Senhor também procura seguir as mesmas pegadas, para promover a justiça do Reino.

Talvez o desafio maior é o de chamar a conversão os duros corações da sociedade de hoje, para que se tornem um coração de carne que sabe colocar em prática gestos concretos de comunhão e libertação, de justiça e de solidariedade para todos, com as Políticas Públicas de inclusão.

É hora de se envolver profeticamente contra todas as formas de injustiça e exclusão. Se a essência da Páscoa é persistir em acreditar que a esperança é um horizonte de Ressurreição, que pulsa a paixão pela Vida, então devemos persistir na defesa e promoção da justiça.

Vamos nos preparar para iniciar na quaresma essa grande reflexão que nos leve a conversão diante da escuta da Palavra nesse caminho penitencial e assim seguir o Ressuscitado tendo como consequência a busca por mais Políticas Públicas para todos.

Não devemos nunca esquecer que a Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, é um compromisso pascal, pois está ciente de que, crer na ressurreição também significa ter a certeza que a vida venceu a morte e nós somos chamados a ser testemunhas dessa vida que é Jesus.

Que esta Campanha sirva para abrir o nosso coração a Deus e às sementes da Páscoa, sementes que brotam em misericórdia e dão frutos de justiça, bondade, amor e fraternidade para todos.

Agradeço a todos os líderes das diversas Pastorais de nossa Arquidiocese, as Pastorais sociais, as pequenas comunidades, em especial, aos Círculos Bíblicos, e a todo Povo de Deus empenhando na luta por Justiça e paz, por mais Políticas Públicas em nossa Cidade, em nosso Estado e em nosso País. A partir da quarta-feira de cinzas os temas de nossas reuniões irão aprofundar essas consequências de nossa conversão.

Deus nos abençoe e nos guarde, o Ressuscitado ilumine a todos pelo compromisso incansável em favor da dignidade humana, sempre em perfeita comunhão e unidade na ação Missionária, Evangelizadora e Transformadora em nossa Arquidiocese no desafio de promover o reino de Deus nesta grande Cidade, eis aí a nossa Missão.

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), via CNBB

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Papa: “Viagem aos Emirados Árabes foi uma ‘surpresa’ de Deus”

Em seu quinto encontro do ano com os fiéis na audiência geral, na quarta-feira (06/02) o Papa recebeu 7 mil pessoas na Sala Paulo VI e com elas, compartilhou os momentos principais da viagem que acabou de realizar aos Emirados Árabes Unidos.

Uma visita breve, mas muito importante que, em continuidade com o encontro de 2017 em Al-Azhar, no Egito, “escreveu uma nova página na história do diálogo entre cristianismo e islamismo e no compromisso de promover a paz no mundo a partir da fraternidade humana”.

Foi a primeira vez que um Papa foi à Península Arábica e aconteceu justamente 800 anos depois da visita de São Francisco de Assis ao Sultão al-Malik al-Kamil.

“Muitas vezes pensei em São Francisco durante esta viagem: ele ajudou-me a conservar no coração o Evangelho, o amor de Jesus Cristo, enquanto eu vivia os vários momentos da visita; no meu coração estava o Evangelho de Cristo, a oração ao Pai por todos os seus filhos, especialmente pelos mais pobres, pelas vítimas da injustiça, da guerra, da miséria…; a oração para que o diálogo entre Cristianismo e Islamismo seja um fator decisivo para a paz no mundo de hoje”.

Depois de agradecer todas as autoridades do país, Dom Paul Hinder, Vigário Apostólico da Arábia do Sul, a comunidade católica em geral, o Príncipe Herdeiro e o Conselho Muçulmano de Anciãos, Francisco definiu como ponto culminante da viagem o encontro inter-religioso no Memorial do Fundador dos Emirados Árabes Unidos, Xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan.

Em seguida, Francisco revelou ter conhecido o sacerdote mais idoso do pais, que aos 92 anos, na cadeira de rodas e cego, continua seu trabalho, sempre com o sorriso no rosto.

O histórico Documento sobre a Fraternidade Humana assinado em Abu Dhabi por ele e pelo Grande Imã de Al-Azhar também foi lembrado pelo Papa:

“ Afirmamos juntos a vocação comum de todos os homens e mulheres a serem irmãos como filhos e filhas de Deus, condenamos todas as formas de violência, especialmente aquela revestida de motivos religiosos, e nos comprometemos a difundir valores autênticos e a paz no mundo. ”

O Pontífice ressaltou que numa época como a nossa, em que há uma forte tentação de ver um choque entre civilizações cristãs e islâmicas, e também de considerar as religiões como fontes de conflito, ambos quiseram dar este sinal claro e decisivo:

“ É possível encontrar-se, respeitar-se e dialogar entre si, e que, apesar da diversidade de culturas e tradições, o mundo cristão e o mundo islâmico valorizam e protegem valores comuns: vida, família, sentido religioso, honra para os idosos, educação dos jovens e outros. ”

Outro momento significativo desta viagem apostólica foram os dois encontros com a comunidade católica local, formada por trabalhadores de vários países da Ásia, na Catedral de São José, e para a Eucaristia, no estádio de Abu Dhabi, quando rezou-se de modo especial pela paz e pela justiça, com especial intenção para o Oriente Médio e o Iêmen.

“ Queridos irmãos e irmãs, esta Viagem fez parte das “surpresas” de Deus ”

Via Vatican News

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Vaticano divulga mensagem do Papa para Dia Mundial do Enfermo 2019

“Recebestes de graça, dai de graça”. Este trecho do Evangelho de Mateus é o tema da mensagem do Papa Francisco para o 27º Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado em 11 de fevereiro de 2019. O texto foi apresentado nesta terça-feira, 8, pela sala de imprensa da Santa Sé.

Com esse tema, Francisco explica que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito, como os do Bom Samaritano. O dom, segundo ele, deve ser colocado como paradigma capaz de desafiar o individualismo e fragmentação social dos dias atuais, numa atitude contra a cultura do descarte e da indiferença.


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Hábitos do bom católico: a leitura espiritual

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para que o nosso relacionamento com Deus cresça, temos que dedicar tempo todos os dias a conversar com Ele

A conquista dos bons hábitos requer tempo e perseverança: eles vão sendo adquiridos e assimilados de forma gradual – e correm o risco de enfraquecer se não forem praticados regularmente.

Isto vale também para o nosso relacionamento com Deus: para que ele cresça, temos que dedicar tempo todos os dias a conversar com Ele.