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OUTUBRO: MÊS DEDICADO À NOSSA SENHORA DA CONCeIÇÃO APARECIDA

Outubro: mês dedicado à Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Depois de passarmos pelo mês de setembro, um tempo de acolhida especial à Bíblia Sagrada, chegamos a outubro, de 31 dias dedicados especialmente à Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

Acompanhe a história da imagem da Santa, encontrada por pescadores no século XVIII.

A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem início em meados de 1717. Tudo começou com a visita de Dom Pedro de Almeida e Portugal, governador da província de São Paulo e Minas Gerais, à Vila de Guaratinguetá, caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).

Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba do Sul. Desceram o rio, mas nada conseguiram. Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu. João Alves lançou a rede nas águas e apanhou o corpo da imagem de Nossa Senhora da Conceição sem a cabeça. Lançou novamente a rede e apanhou a cabeça da mesma imagem. Daí em diante, os peixes chegaram em abundância para os três humildes pescadores. 

Durante 15 anos seguidos, a imagem ficou com a família de Felipe Pedroso, que a levou para casa, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para rezar. A devoção foi crescendo em meio ao povo e muitas graças foram alcançadas por aqueles que rezavam diante da imagem. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil. A família construiu um oratório, que logo se tornou pequeno para o tanto de visitas que estava recebendo.

Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha).

No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas. A 8 de setembro de 1904, a Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi coroada, solenemente, por Dom José Camargo Barros. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor.

Vinte anos depois, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja, no alto do Morro dos Coqueiros, tornou-se município. E, em 1929, Nossa Senhora foi proclamada “Rainha do Brasil e sua padroeira oficial” por determinação do Papa Pio XI.

Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena também. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros.

Por iniciativa dos missionários redentoristas e dos bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João paulo II e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, “maior Santuário Mariano do mundo”.

A coroa e o manto

A partir do dia 8 de setembro de 1904, quando foi coroada , a imagem passou a usar oficialmente a coroa ofertada pela Princesa Isabel em 1884 , bem como o manto azul marinho.

 

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Outubro: mês das missões

 

Além de grandes santos, a Igreja dedica o mês de outubro para as Missões – é o mês missionário.  A Igreja nos lembra que nossa Missão é Evangelizar. Todo católico, todo batizado traz em si um chamado, uma vocação! E todos nós somos chamados a anunciar o Evangelho a todos os que o Senhor colocar na nossa vida.

Este mês tem como ápice a celebração do Dia Mundial das Missões, no penúltimo domingo.  Em todo o mundo, a Igreja Católica celebra outubro como Mês das Missões, utilizando os inúmeros subsídios que as Direções nacionais das Pontifícias Obras Missionárias preparam para recordar o dever de todo batizado de colaborar para a missão universal da Igreja com a oração e com a ajuda econômica.

A palavra “missão” vem do latim “mittere” que significa “enviar”; missus = enviado. Portanto, missão é incumbência, tarefa, obrigação, encargo, comissão especial, vocação. Há vários tipos de missão: diplomática, de paz, científica, de guerra e religiosa, sendo que nesta última os protagonistas são: Deus e o Homem.

Rezemos pelas missões.

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Fonte: http://www.nossafatimasorocaba.com.br/outubro-mes-das-missoes/

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A Cartilha de Orientação política em vista das eleições 2018

Dentro do calendário eleitoral 2018, estamos no período das convenções para escolha dos candidatos que se estenderá até o dia 05 de agosto. Os partidos definem os seus candidatos. É importante o conhecimento dos candidatos, dos partidos, os seus programas que defenderão junto à sociedade. A Igreja tem a sua palavra, a sua posição que é importante conhecê-la sempre mais.

Produzida pelo Regional Sul 2, Paraná, temos uma cartilha de orientação política que está entre nós de modo que é fundamental a leitura e o debate nas famílias, nas comunidades e na sociedade, bem como nas pastorais, movimentos, serviços, meios de comunicação social. Ela tem presente a palavra de Deus dada por São Paulo aos Romanos: “Alegres por causa da esperança” (Rm 12,12). Inicialmente, ela coloca a palavra do Papa Francisco que diz que necessitamos de ter bons políticos que possam antepor o bem comum aos seus interesses privados, discurso feito do aos políticos latino-americanos, em dezembro de 2017. A premissa do documento é a evangelização, missão da Igreja, pelo fato da Igreja não se identificar com nenhuma ideologia ou partido político, de modo que a cartilha é um subsídio destinado a eleitores e candidatos, grupos, comunidades e os meios de comunicação social. Quando a Igreja fala de política, compreende-a no sentido amplo do termo, pois a política tem a ver com os valores da paz, da justiça, do amor, no cuidado das pessoas seja da cidade, seja do campo, sobretudo dos pobres e da humanidade. Nós sabemos que a Igreja é orientada pelo evangelho de Jesus Cristo, enviado do Pai que movido pelo Espírito Santo evangelizou os pobres, curou os doentes, ressuscitou os mortos, expulsou os demônios e anunciou o Reino de Deus a todas as pessoas.

Na primeira parte colocam-se preocupações como a crise ética onde se tem presentes a necessidade das pessoas serem justas, honestas, respeitosas com os seus semelhantes. No Brasil são diversos os relatos de crise ética porque ouvimos quase que diariamente, pelos noticiários regionais e nacionais, relatos de corrupção, sobretudo no mundo político e empresarial. O interesse pessoal e corporativista tem prevalecido sobre o bem da coletividade. O artigo 37 da Constituição coloca como dever do servidor publico, a obediência aos princípios da legalidade, moralidade, eficiência. Se não houver o bem comum sobre o pessoal, tudo se torna uma ameaça à democracia, porque práticas ilícitas por parte de governantes seja no Legislativo, seja no Executivo constituem uma ameaça à democracia. Quando isso ocorre, o servidor publico não é mais representante do povo, do bem comum, forjando leis para o seu beneficio próprio ou de seu grupo, partido. Deste modo os recursos públicos que deveriam ser usados para o bem comum, como educação, saúde, estradas, casas, etc. são destinados para privilegiar alguns, sejam pessoas, sejam instituições. Neste sentido a compra de votos à uma ameaça à democracia. Os candidatos oferecem benefícios que não lhes pertencem. Por isso a eleição que está se aproximando deve-se discernir bem para que não se vendam os votos e as pessoas não compram os votos. A Igreja insiste muito neste ponto para que seja limpa, democrática, sem compra ou venda de votos. A corrupção não é o caminho da democracia, pois faz as pessoas comprar votos, e essa pessoa continuará praticando a corrupção para a recuperação dos gastos feitos. Assim o eleitor não pode vender o seu voto ou trocar por algo que o beneficia, sendo assim um eleitor corrupto. Por isso vamos ser defensores da democracia. Para isso é necessário que o candidato que concorrerá seja pesquisado se é a favor da democracia, tem ficha limpa no passado, não seja alguém que esteja sendo julgado em segunda instancia colegiada. A CNBB insiste muitos nesses pontos, para que tenhamos uma eleição conforme os princípios éticos e democráticos, do bem público, do amor a Deus, ao próximo como a si mesmo.

A cartilha insiste também que o roubo e o desvio de verbas, que são recursos públicos levou o pais, que é o Brasil à uma crise ética, econômica e social. Por isso faltam recursos para a educação, saúde, segurança, moradia e alimentação. Quem é mais sofre nesta situação? Não são os ricos, mas os pobres, os necessitados dos serviços públicos. Se no geral, há descrédito na política e nos políticos, encontramos também pessoas boas na política e políticos bons. Se a gente olhasse os depoimentos das pessoas que falam do Brasil que se quer para o futuro, que na realidade deveria ser já no presente, todas elas falam praticamente de políticos novos, de superação do descrédito da política e dos políticos, da atenção das autoridades para com os pobres, aqueles que querem trabalhar a terra para ganhar o sustento de cada dia. Todos buscamos pessoas novas, vida nova pela política. Por isso a CNBB não deixa de colocar que há um divórcio entre o mundo político e a sociedade brasileira que é grave (Nota da CNBB, 26 de outubro de 2017). Muitos políticos vivem longe do povo, não conhecem a historia das pessoas, dos pobres, do povo da cidade e do campo, como ultimamente em nossa região um candidato à presidência da república defendeu a opressão militar que eliminou 19 agricultores sem terra e foi aplaudido por muitas pessoas. Esses políticos necessitam de uma real conversão e também os eleitores precisam discernir os candidatos que vão trabalhar pelo povo pobre, simples, operário e operária, homem e mulher do campo, da periferia e dos centros urbanos, indígenas, ribeirinhos.

Alegres por causa da esperança (Rm 12,12) sendo o titulo da cartilha coloca a importância da esperança cristã que faz acreditar num futuro com mais ética, justiça social, amor de verdade à causa do Reino. A população está ansiosa e quer mudanças constantes. Quem sabe será a oportunidade de uma nova geração de parlamentares, de governantes, de pessoas que serão bem eleitas pelo povo e governarão bem a nação, dando atenção às prioridades nacionais, superando a corrupção e interesses pessoais. Sabemos da importância da Ficha Limpa, que torna inelegível a pessoa por oito anos por causa da corrupção, é efetiva, barra um grande numero de candidatos não idôneos aos cargos públicos e federais. É claro que o grande protagonista das mudanças desejadas no Brasil é o povo, somos nós nos quais devemos trabalhar para que a política seja o bem comum para todos nos quais o Senhor Deus criou-a para que haja a superação da morte, isto é a vida, dom de Deus e missão de toda a humanidade.

Dom Vital Corbellini
Bispo de Marabá (PA)

Fonte: CNBB